absolution
Nada de especial, porque de especial já basta o fato de o café daqui não estar 100% do tempo queimado, com cheiro de amendoim. De especial basta a notícia de o Mano Menezes sair do cargo depois do Brasileiro, e que ainda temos uma porcentagem de chance na Libertadores. Muito especial também é que meu trevo abriu hoje as suas primeiras quatro folhas e se impõe, lindo, no novo ambiente.
Fecho os olhos e me vejo com tantos pensamentos que cruzam e cortam os outros aqui dentro que começar um assunto é difícil, sem querer começar todos ao mesmo tempo e dividí-los.
Quase dezembro... e mais uma vez vem o Natal, a correria nas lojas do centro e dos shoppings, cartinha pro Papai Noel e montar a árvore, colocar aquele arranjo na porta, ficar no escuro da sala com as luzinhas coloridas piscando. Arrumar as malas e tentar coisas humanamente impossíveis, como enfiar todas elas dentro do carro, conseguir entrar dentro e agüentar 5 horas de estrada nesse calor, pra chegar numa casa lotada de gente, com cama, mala, criança e toalhas usadas pra todos os lados. O caos. Caos do banheiro, da geladeira, o caos da pia e seus milhares de copos sem dono, o caos do "Onde tá isso?" ou o do "Cadê o fulano?", fora os caos microscópicos que habitam grandes populações em pequenos espaços, como a desconfiança de que a qualquer momento alguém vai ter uma crise de riso, engasgar, e tu vai estar próximo pra ter que enfiar o dedo na goela pra salvar. Chamo microscópicos porque ao mínimo sinal de que algo vai dar errado e mesmo que existam mil pessoas, a que vai se foder é tu. É o medo que habita o fundinho da célula desconfiada e puxa como ímã os desastres. Festa de família pra mim é sinônimo de olho roxo, unha quebrada, alguma decepção maior, como perder aquela blusa linda ou ser xingada por algo que não fiz.
É impossível uma "junção" de pessoas com o mesmo sobrenome ser um sucesso. Tem gente que te conhece tanto que antes de tu espirrar te diz "Saúde!", ou no caso da minha avó, "Deus te crie!". Pessoas que percebem o quilo que tu engordou ou que sabem do teu pior pecado, e contam isso aos berros, morrendo de rir, quando todos estão reunidos na ceia... "Lembra quando a Drika furou a bola gigante do circo, que a Luana ganhou??? Hahahaha!!!" e tu faz aquela cara... e olha pra Luana e ela tá com o olho cheio d'água, e tu tem vontade de enfiar a cabeça dentro da bunda cheia de farofa do peru.
Ah, Natal em família... e o pior é que não tem coisa melhor.
Uma coisa que é tão clássica como agüentar tio bêbado de rêgo de fora, é comer no outro dia o salpicão que sobrou do dia anterior, o resto de peru retalhado, o tomate já meio murcho e refri sem gás. Bom mesmo é o churrasco que vem quando acaba completamente tudo.
O fato é que o Natal é uma época das mais esperadas pra mim, porque posso abraçar muita gente que eu adoro e estar mais perto de onde eu cresci... pra quem não sabe, sou bem nostálgica e valorizo muito essas asneiras de carinho, cheiro de casa de vó, etc.
Então tá, vamos todos esperar o velhinho de saco grande, já que comprar presente pra todo mundo é a cada ano mais impossível :P
Lindo, lindo, lindo!!!!
Tchurma do Rio Grande do Sul lá no Encontro em Santa Catarina :D
Ó as guriaaaaas :D em ordem: Zuca, Cris, Dai, Euzinha, Roberta e Aline :)
No Baile de Máscaras, minha "azulita" com um penacho 'em riba'
Eu e a Zuca :) xD
Mazáááááááá, fala sério ;D
Tá. Foto cretina, franja caindo, emo e tal, mas e daí? O blog é meu! Boo! xD